Ótimo
que você esteja seguindo nosso blog, vindo à nossa Biblioteca e
adquirindo cada vez mais conhecimento, informação e alargando assim
seus horizontes. Mas, já parou para pensar que tão importante
quanto ler é assimilar o que está lendo? Não basta apenas
acumular, aliás não acumule, filtre, pare para pensar, refletir e
assim deixe a leitura, as palavras tocarem você.
Tire
um tempo e volte para dentro de si.
A
importância de olhar pela janela
Temos
a tendência a nos reprovarmos por olharmos pela janela. Você
deveria estar trabalhando, ou estudando ou riscando tarefas da sua
lista de “para fazer”. Pode quase ser uma definição de tempo
desperdiçado. Parece não produzir nada, servir a nenhum propósito.
Equacionamos isso com tédio, distração, futilidade. O ato de
encostar seu queixo na mão perto de uma janela de vidro e deixar
seus olhos passearem no meio da distância normalmente não é de um
alto prestígio. Não saímos por aí dizendo: ‘tive um dia ótimo:
o ponto alto foi ter olhado pela janela’. Mas talvez numa melhor
sociedade, este seja justamente o tipo de coisas que as pessoas
diriam umas às outras.
O objetivo em se olhar pela janela é, paradoxalmente, não descobrir o que está acontecendo lá fora. É, na verdade, um exercício de descoberta dos conteúdos de nossas próprias mentes. É fácil imaginar que sabemos o que pensamos, o que sentimos e o que acontece em nossas cabeças. Mas raramente o fazemos completamente. Existe uma grande quantidade do que nos faz quem somos que continua inexplorada e sem uso. Seu potencial continua inexplorado. É tímido e não emerge sob a pressão de questionamento direto. Se fizermos da forma correta, olhar pela janela pode nos oferecer um modo de escutarmos as sugestões e perspectivas mais caladas de nossos eus interiores mais profundos.
O objetivo em se olhar pela janela é, paradoxalmente, não descobrir o que está acontecendo lá fora. É, na verdade, um exercício de descoberta dos conteúdos de nossas próprias mentes. É fácil imaginar que sabemos o que pensamos, o que sentimos e o que acontece em nossas cabeças. Mas raramente o fazemos completamente. Existe uma grande quantidade do que nos faz quem somos que continua inexplorada e sem uso. Seu potencial continua inexplorado. É tímido e não emerge sob a pressão de questionamento direto. Se fizermos da forma correta, olhar pela janela pode nos oferecer um modo de escutarmos as sugestões e perspectivas mais caladas de nossos eus interiores mais profundos.
Platão sugeriu uma metáfora para a mente: nossas ideias são como pássaros voando em volta do aviário que é nosso cérebro. Mas para que esses pássaros possam repousar, Platão entendeu que precisávamos sde períodos de calma sem propósito aparente. Olhar pela janela oferece esta oportunidade. Vemos o mundo acontecendo: um ramo de plantas está se curvando com o vento, uma torre cinza agiganta-se através da garoa. Mas não precisamos responder a isso; não temos intenções abrangentes e então as partes mais experimentais de nós mesmos tem uma chance de serem ouvidas, como o som dos sinos de igrejas na cidade quando o tráfego de carros diminui à noite.
O
potencial de sonhar acordado não é reconhecido pelas sociedades
obcecadas com produtividade. Mas alguns de nossas melhores ideias aparecem quando paramos de tentar ter tanto propósito e ao invés
disso, respeitamos o potencial criativo de sonhar. Sonhar acordado
com janelas é um ato de rebeldia estratégico contra as demandas
excessivas das pressões imediatas (mas em última análise
insignificantes) – em favor da difusa, mas muito séria, busca pela
sabedoria do eu profundo inexplorado.
Fonte:
indexadora.wordpress.com
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